Com crescimento, baixa inflação e finanças públicas sólidas, o Paraguai criou um ambiente favorável à vinda de empresas estrangeiras. Os custos de produção são muito competitivos. O país é o maior produtor mundial de energia renovável, o que a torna muito barata. A mão de obra é abundante e com alta produtividade, pois 66% da população tem menos de 35 anos. A legislação trabalhista é mais flexível e os encargos sociais menores.

Outro atrativo é a baixa carga do tributos. Em 2004, foi implantado um sistema tributário simplificado e vantajoso para empresas nacionais e internacionais, denominado “triple 10”: 10% do imposto de renda corporativo, 10% do imposto de renda pessoal e 10% do Imposto sobre valor agregado sobre bens e serviços.

Mas o grande estímulo governamental veio da Lei de Maquila, regulamentada no ano 2000 para incentivar a instalação de empresas estrangeiras no país. Inspirada na legislação mexicana, oferece isenção de impostos às empresas estrangeiras para importação de máquinas, equipamentos e matéria-prima. Em contrapartida, a empresa precisa exportar 100% de sua produção até completar o primeiro ano no regime e paga um impos-to único de 1% sobre a sua fatura de exportação. Para acessar tais benefícios, precisa manter a operação no país de origem, o que traz vantagens para empresas internacionais exportarem com tarifa reduzida para Europa, com quem o Paraguai mantém acordo.

Atualmente já são 124 indústrias incluídas no pro-grama de Maquila e sete em cada dez são brasileiras. O Paraguai quer ampliar esta participação, construindo uma agenda conjunta com o Brasil para substituir as importações da Ásia.


Força que vem do campo

A agropecuária desempenha um papel fundamental no cenário econômico, sendo responsável por cerca de 30% da riqueza produ-zida pelo país. O setor pretende expandir, principalmente na área de grãos. O Paraguai é o sexto produ-tor e o quarto maior exportador de soja do mundo, posição que con-quistou devido à mecanização das plantações de soja. A Câmara Para-guaia de Processadores de Oleagi-nosas e Cereais (Cappro) comuni-cou que as boas expectativas para 2018 estão sendo consolidadas e estima que a moagem do grão supere a média dos últimos cinco anos. A perspectiva é de avanço, tanto das oleaginosas quanto dos demais produtos primários.

Com o objetivo de desenvolver as pequenas propriedades rurais, o governo implantou, em 2014, um projeto de modernização da agri-cultura familiar, com investimentos que chegam a US$ 21 milhões.

Entre as atividades já desenvolvidas estão: a habilitação de parcelas para a produção de itens de renda ou autoconsumo; o preparo do solo e semeadura mecanizada; o reflorestamento como item de renda de longo prazo; a semeadura de adubos verdes para recuperar solos degradados; a comercialização dos produtos. Na próxima fase, serão realizadas ações que integrem as famílias às cadeias de valor e tragam reforço financeiro, garantindo a sus-tentabilidade da agricultura familiar.